sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A PRAGA DO "SUPOSTO" JORNALISMO

Já faz algum tempo que o jornalismo atualmente feito é pontuado por uma série de vícios de linguagem e clichês. Houve a época do irritante gerundismo, em que tudo ou estava "indo" ou "ando", tipo, "o presidente está cagando e andando para o país". Ou a febre dos pretéritos, como por exemplo, "o governador estaria roubando"(aí um caso bizarro que junta gerúndio e pretérito)ou então, "o prefeito teria liberado o anel de couro", enfim, são casos que nunca confirmam a veracidade dos fatos, como se estivssem em permanente acontecimento ou pela própria covardia de quem noticia, não querer ser taxativo e contundente até que o próprio fato em si se desminta por obra divina.

A nova praga é a utilização demasiada do termo SUPOSTO. Quem nunca se deparou nos sites da internet ou nas manchetes e reportagens dos meios de comunicação com este termo? O SUPOSTO virou um ente da mediocridade jornalística atual; é uma maneira de não querer revelar o que todo mundo já sabe, o que já está extremamente escancarado, mas mesmo assim, insiste-se em enrustir os fatos. O grande exemplo mais gritante e cara de pau desse SUPOSTO JORNALISMO, é quando o fato é a corrupção ESCANCARADÍSSIMA do Governador do DF, José Roberto Arruda. É público e notório, deslavado, comprovado flagrante com imagens, que o cara é ladrão, quadrilheiro, bandido, um malaco de classe alta, mas mesmo assim, lá vem o SUPOSTO e nada É...tudo é SUPOSTO!

SUPOSTO é o caralho! Isso é uma maneira de subestimar a inteligência das pessoas. Jornalismo robotizado. Sem ousadia, manetado por manuais de redação e de conveniência conforme cada caso. Porém, nunca há SUPOSTO quando o foco é o MST, por exemplo.
"O MST invadiu", nunca é "O MST supostamente teria ocupado ou invadido", aí a questão não é de técnica burocrática pra reportar um fato, e sim a questão ideológica bate forte, pois a liberdade de imprensa vai até onde os patrões da mídia permitem...

No entanto, essa covardia "supostamente" chamada de jornalismo(ou SHOWRNALISMO, termo criado por José Arbex jr., Jornalista de verdade)age dessa maneira com medo de enfrentar processos judiciais ou pela perda de anunciantes. Jornalista sério, que não teme e questiona os poderosos não pode se cagar de medo de ser processado! Não importa se o que diga seja subjetivo ou não, até mesmo a colocação de uma vírgula num texto tem um fundo de subjetividade, o que pega é que os (de)formadores de opinião são coniventes com aquilo que seus patrões determinam. Se tal Governo tem um presidente intelectual, então que se trate de bajulá-lo, se for analfabeto, que se trate de "investigar" e "questionar"; Típico caso da revista Veja. Essa é campeã na falcatrua de inverter, distorcer e ocultar os fatos.

Bom seria se os meios de comunicação em todas as suas vertentes(rádio, jornal, TV, internet), deixassem de lado essa máscara da SUPOSTA(!)"imparcialidade" e tivessem a dignidade de assumir suas posições políticas de cara limpa. Influenciaria o leitor ou o telespectador? Mas já não faz da pior maneira com este tipo de jornalismo anêmico, subserviente e que despeja toneladas de informações que não sabemos de sua veracidade?
Deixem esses SUPOS(i)TO(rios) de lado....

Um comentário:

  1. É isso aí! Disse pouco e falou tudo! Esse negócio de "suposto" tá muito chato mesmo. Ou a coisa existe ou não existe. E depois, como diz o velho ditado: onde há fumaça, há fogo!! Valeu!

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